domingo, 11 de julho de 2010

A Inédita Final














Então é chegado o grande dia. Domingo, 11 de julho de 2010, 20h30 em Joanesburgo (15h30 no Brasil), o planeta irá conhecer o novo campeão Mundial, que entrará na seleta lista junto com outros sete Países (Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, Inglaterra e França). E os postulantes são Espanha e Holanda, duas das equipes mais ofensivas do cenário atual e com campanhas contundentes na África do Sul. Estima-se que 760 milhões de pessoas assistam à partida nos mais variados pontos do globo terrestre. E o que estas pessoas irão ver, na minha humilde opinião, é uma vitória da Holanda por 2x1. Explico.

Análise laranja - Invicta desde as eliminatórias para a Copa, a Holanda - cabeça de chave do Grupo E - estreou no dia 14 de junho com vitória sobre a Dinamarca por 2x0. Na seqüência vitória sobre Japão e Camarões (1x0 e 2x1) garantindo o primeiro lugar no grupo com 100% de aproveitamento. Sob o comando do meia Sneijder, os comandados de Bert Van Marwijk não apresentaram um futebol encantador como o da Laranja Mecânica (finalista de 74 e 78) mas eficiente e superior aos adversários.

No mata-mata, primeiro vitória sossegada sobre a surpreendente Eslováquia por 2x1, nas oitavas. Então veio o maior desafio: superar o Brasil, pentacampeão mundial. Depois de uma etapa inicial sendo dominados pelos brasileiros, que abriram 1x0, os holandeses voltaram do intervalo com sangue frio para virar a partida e mandar os favoritos para casa. Diante do feito, a vaga na final era iminente e o bravo Uruguai não foi capaz de tirar a Holanda de sua terceira final de Copa na História.

Fúria confirma - Campeã da última Eurocopa, a seleção espanhola chegou com status de favorita e grande expectativa para o Mundial. Entretanto, a derrota para a Suiça (1x0) na estréia ligou o sinal de alerta em Vicente del Bosque. Contra Honduras e Chile, vitória da Fúria com grande desempenho de David Villa. Com o primeiro lugar garantido, o confronto contra o vizinho ibérico prometia fortes emoções. Mas a partida diante de Portugal não teve lá grandes emoções e, novamente, Villa foi decisivo marcando o único gol do jogo.

Ainda sem apresentar o grande futevol que todos esperavam , os espanhóis enfrentaram o Paraguai por uma vaga na semifinal. Outra vez jogaram para o gasto e outra vez 1x0. Pareciam estar guardando o melhor desempenho para a partida mais difícil, diante da poderosa Alemanha. E foi o que a Espanha fez. Dominou os tricampeões, tocou a bola e soube chegar ao gol da vitória sem levar sustos, chegando a sua primeira final de Copa na história.

Pitaco final - São 90 minutos e nada mais. Duas seleções, 22 jogadores e a debutante Jo'bulani. Analisando o conjunto da obra, a Holanda leva vantagem e deve ser a campeã. Seis jogos, seis vitórias, 12 gols feitos e 5 sofridos. Nos últimos dois anos, são 25 jogos sem perder, incluindo ai as eliminatórias para a Copa. Sem contar que esta é a terceira vez que a Laranja chega em uma decisão. Por outro lado, a Espanha - que muitos apontam como a favorita -, apresenta um futebol de qualidade, toque e posse de bola, mas nem tão efetivo. Foram sete gols, sendo cinco de David Villa. Mesmo tendo bons jogadores como Xavi, Iniesta e o próprio Villa, aposto minhas fichas no futebol coeso de Van Bronckhorst, Sneijder e Robben.

Crédito das fotos: Foto Holanda 1: Dylan Martinez/Reuters
Foto Holanda 2: Getty Images
Foto Espanha 1: Kerim Okten/EFE
Foto Espanha 2: Getty Images

sábado, 26 de junho de 2010

Domingo emocionante

Segundo dia da fase de mata-mata, esse domingo promete ser emocionante, e quem sabe, com os melhores confrontos desta Copa do Mundo (até agora). Vamos analisar os jogos:


Alemanha x Inglaterra - Bloemfountein vai tremer no primeiro jogo do dia. Tricampeã, a seleção da Alemanha estreou empolgando com a goleada sobre a Austrália, arrefeceu com a derrota para a Sérvia e voltou a tranqüilizar o povo da terra do chopp com a vitória sobre Gana. Com a equipe mais jovem da história do País em Copas, o time de Joachim L
öw é ofensivo e qualificado, mas ainda mostra uma certa instabilidade quando sob pressão. Por sua vez, os ingleses (que inicialmente considerava os favoritos) assustaram até a Rainha na primeira fase. A classificação só veio na última rodada quando derrotaram a Eslováquia (antes haviam empatado com Estados Unidos e Argélia). As ausências de Beckham e do então capitão Rio Ferdinand, somadas ao fraco desempenho de Wayne Rooney (que vem de lesão) deixaram a Inglaterra um time previsível. Se quiser eliminar os alemães, Fabio Capello terá muito trabalho pela frente. Juntando o que já foi apresentado, mais a tradição em Copa, aposto na vitória da Alemanha por 1x0. Mas confesso que se valesse dinheiro, não arriscaria 10 centavos no vencedor deste confronto imprevisível.

Argentina x México - Ah Dom Diego Armando Maradona! O D10s para os argentinos passou de técnico contestado nas eliminatórias a amuleto da sorte na Copa. Somente a Argentina e a Holanda conseguiram 100% de aproveitamento na fase de grupos. Investindo tudo no poder ofensivo do time, e na qualidade técnica de Lionel Messi, El Pibe é muito mais um administrador do grupo, do que de fato treinador. O que até agora vem dando certo. Já os mexicanos, que em 2006 foram eliminados pelo mesmo adversário nesta mesma fase, se classificaram no grupo A atrás do Uruguai e na frente da África do Sul pelo saldo de gols. Priorizando o ataque, que conta com o bom jogador Giovanni dos Santos, a turma dos sombreros tenta desfazer a tradição de ser eliminada pelos hermanos. Para isso, Javier Aguirre terá a árdua tarefa de organizar o time para controlar Messi e ainda explorar o ponto fraco da Argentina: a defesa. Apesar de acreditar em uma surpresa, aposto minhas fichas na vitória sul-americana por 3x1 sobre os mexicanos.

Crédito das fotos: Foto 1: AFP
Foto 2: Paul Gilham/FIFA

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Primeiros confrontos decisivos



Zebras ou não, foram estas as seleções que passaram para as oitavas-de-final e são as 16 melhores do mundo. Uma breve análise de cada um dos confrontos, que iniciam-se neste sábado em jogo que é matar ou morrer.

Uruguai x Coreia do Sul - Bicampeã Mundial (1930 jogando em casa e 1950 sobre o Brasil no famoso Maracanazo) a seleção uruguaia realizou uma boa primeira fase (vitória sobre África do Sul e México e empate com a França) terminando na liderança do grupo. O time de Oscar Tabárez conta com um ataque forte, formado por Diego Forlán e Luis Suárez. Além disso, conta com a liderança do xerife Lugano na zaga. Do outro lado, os sul-coreanos (semifinalistas em 2002) mostraram que o futebol asiático evoluiu, apesar de continuar primando pela correria, e garantiram a segunda vaga no grupo B, atrás da Argentina e na frente de Nigéria e Grécia. Comandados por Park-Ji Sung, do Manchester United, a Coreia tentará mostrar que pode novamente surpreender e seguir adiante. Meu pitaco coloca os sul-americanos nas quartas-de-final com uma vitória por 2x1.


Estados Unidos x Gana - A classificação norte-americana foi emocionante. O gol de Donavan aos 46 do segundo tempo contra a Argélia além de garantir a vaga no mata-mata, também assegurou o primeiro lugar do grupo C, deixando para a Inglaterra a difícil missão de enfrentar a Alemanha. Como acontecera na Copa da Confederações do ano passado, os Estados Unidos apresentaram um bom futebol e tem condições de seguir em frente. Já Gana, única representante africana na segunda fase, repete a campanha de 2006, em que passou de fase, mas acabou eliminada pelo Brasil nas oitavas-de-final. Como as outras equipes do continente, os ganeses são fortes e ofensivos, mas pecam na hora da finalização. Deste confronto, que ninguém imaginaria antes do início da Copa, acredito que passam os americanos nos pênaltis, depois de um empate em 2x2 no tempo normal.

Crédito das fotos: Foto Uruguai: Rodrigo Arangua/AFP
Foto Estados Unidos: Bernart Armangue/AP

Classificado, porém...


Sete pontos, duas vitórias e um empate, classificado em primeiro lugar no grupo que tinha Portugal, Costa do Marfim e Coréia do Norte. Porém, o Brasil ainda não apresentou um grande futebol e, pelo visto nesta partida contra os lusitanos, ainda enfrentaremos grandes dificuldades pela frente. Com a ausência de Kaká, suspenso, Elano, machucado, e Robinho, poupado, o time ficou fragilizado e sem alternativas de criação. Como era previsto, Julio Baptista - que substituiu nosso camisa 10 - parecia ser um jogador a menos em campo. Agora, resta esperar por Espanha, Suiça ou Chile e seguir com fé para que Kaká não se machuque ou seja suspenso novamente.


O Jogo - Brasil e Portugal faziam um confronto apenas para definir quem terminaria em primeiro e segundo colocado no grupo G. Antes da partida, a única surpresa ficou por conta da entrada do atacante Nilmar (que como era esperado deu uma boa resposta), no lugar de Robinho, poupado para as oitavas de final. Do outro lado, os lusitanos armaram uma retranca na expectativa de agredir o adversário nos contra golpes. Mas o que se viu nos 45 minutos iniciais foi uma partida morna e, por vezes, violenta. Tanto que, faltando 3 minutos para o intervalo, Dunga se viu obrigado a substituir Felipe Melo que estava praticamente brigando com Pepe. O problema maior foi a peça de reposição. Com todo respeito ao profissional, mas Josué não tem as mínimas condições para vestir a camisa verde e amarela.

Sentindo as dificuldades brasileiras, na volta do intervalo, Carlos Queiroz adiantou sua equipe e passou a assustar a seleção canarinho. Sem uma boa ligação entre o meio e o ataque - já que Julio Baptista não se apresentava e Daniel Alves era marcado incessantemente - o Brasil virou uma presa fácil para Portugal, que não soube aproveitar as chances criadas. O mais impressionante (e preocupante) foi a incapacidade do técnico Dunga em mudar o time quando era dominado. Somente aos 35 minutos da etapa complementar Ramires entrou no lugar do apagado Julio Baptista. A partir dai, até o apito final, o ímpeto de ambos arrefeceu e o empate garantiu os brasileiros em primeiro, seguido dos portugueses.

Para a fase eliminatória, Dunga - que terá apenas dois dias para treinar - deverá trabalhar muito e reorganizar a equipe que parecia encontrar um bom caminho depois da vitória sobre a Costa do Marfim. Independente de quem seja o adversário (particularmente prefiro a Espanha por ser uma equipe ofensiva, e o Brasil sabe prevalecer sobre equipes com esta característica) está é a hora de crescer, pegar confiança e seguir o caminho até a tão sonhada final, dia 11 de julho. Faltam quatro jogos.

Crédito das fotos: Foto 1: Roberto Candia/AP
Foto 2: Karim Jaagar/AFP

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Teoria comprovada


Depois de um refrescante banho de mar nas águas da Praia da Pipa (Rio Grande do Norte), assisti à partida entre Brasil x Costa do Marfim, e pude comprovar minha teoria sobre nossa seleção. Como havia dito no texto anterior, o time de Dunga sente muitas dificuldades contra equipes retrancadas, o que não acontece com o oposto. Diante de uma equipe africana forte e ofensiva, Luis Fabiano (duas vezes) e Elano (ele novamente) asseguraram a vitória impositiva. No fim, Drogba ainda descontou, mas nada que ameaçasse o resultado, que garantiu os pentacampeões na segunda fase, com uma rodada de antecedência.

Logo que o juiz francês, Sthepane Lannoy apitou o início do jogo, o Brasil criou uma chance de gol em finalização de Robinho. Mas, a partir dali, quem comandou as ações ofensivas foram os marfinenses. E é desta forma que Dunga sabe armar seu time, atraindo o adversário para, no contra-ataque, dar o golpe de misericórdia. E foi assim aos 25 minutos do primeiro tempo. Em uma bela triangulação com Kaká (que readquiriu ritmo e teve boa atuação), Luis Fabiano conclui ao seu melhor estilo: um tiro sem chances para o goleiro Barry. O tento arrefeceu o ímpeto dos "Elefantes" que passaram a assistir os brasileiros administrando a vantagem até o intervalo.

Fabuloso - O princípio da etapa complementar foi o mesmo da anterior. Porém, desta vez bastaram 15 minutos para o Brasil ampliar o marcador. Em uma bela jogada individual, Luis "Fabuloso" - com uma ajuda do braço direito - foi as redes novamente garantindo a vantagem verde-amarela. Elano ainda guardou o seu, após jogada envolvente de Kaká pela esquerda, assegurando o resultado. Depois disso, o que se viu foi um show de negligência do senhor Lannoy, que não soube coibir as entradas violentas dos africanos e ainda acabou expulsando Kaká, após o meia dar um empurrão em Keita.

Para a partida contra Portugal, na última rodada da primeira fase, o técnico Dunga poderá fazer algumas experiências, já que tem os desfalques de Elano, machucado, e de Kaká, suspenso. Será uma partida equilibrada, já que os lusitanos cresceram após a goleada histórica sobre a Coréia do Norte por 7x0. Torço por um empate para confirmar a eliminação da desleal seleção da Costa do Marfim. Quanto ao adversário nas oitavas, será melhor enfrentar a Espanha (que tem vocação ofensiva) do que Suiça ou Chile, que devem enfrentar o Brasil com um tremendo ferrolho defensivo.

Crédito das fotos: Foto 1: Antonio Scorza/AFP
Foto 2: EFE

O Brasil de Dunga

(Texto escrito dia 16/06 em João Pessoa e publicado só agora devido a dificuldades técnicas)



Depois de uma longa viagem até João Pessoa, volto para escrever no blog. Ontem, na estréia na Copa do Mundo, o Brasil foi mais do que nunca, o time do Dunga. Como acontecera nas eliminatórias do Mundial, em que empatou em casa com times inexpressivos e retrancados, a equipe teve pouca criatividade, talento reduzido e escassas alternativas de ataque. E ainda para completar, o pior aconteceu. Kaká mostrou que ainda sente muito o desconforto da sua pubalgia e foi um jogador a menos. Sorte, que o gaúcho Maicon e depois o limitado Elano marcaram. No fim, quando o jogo já estava resolvido, os norte-coreanos descontaram.


Na próxima rodada a seleção canarinho enfrenta a Costa do Marfim, na minha opinião, na partida mais difícil da primeira fase. Não será nenhuma surpresa se acontecer um empate, até porque os “Elefantes Marfinenses” demonstraram contra Portugal um futebol de força e ofensivo, que pode complicar e muito a equipe de Dunga. Por outro lado, o time tem se portado bem frente a situações parecidas e uma vitória simples garante os pentacampeões na segunda fase.


O jogo – Como era de se esperar, a Coréia do Norte – que até então era muito pouco conhecida – iniciou bem retrancada e esperando o Brasil tomar a iniciativa. Logo nas primeiras jogadas, era possível ver a dificuldade que Kaká tinha em movimentar-se e armar as jogadas ofensivas. Desta forma, quem chamou o jogo e tentou colocar o Brasil na frente foi o atacante Robinho, mas sem muito sucesso. Com a insistência do técnico Dunga em enfrentar um time limitado com três volantes (Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano), o resultado não poderia ter sido outro, 0x0 nos primeiros 45 minutos.


Na volta do intervalo, sem nenhuma alteração nas equipes, o panorama foi o mesmo: Brasil pressionando e Coréia retrancada. Foi quando, em uma invertida para a direita, o lateral Maicon chutou sem ângulo para inaugurar o marcador no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. O gol aliviou um pouco da tensão e não demorou para o placar ser ampliado. Recebendo um belo passe de Robinho, o meia Elano bateu de chapa de pé para ir às redes. Com o resultado garantido, o treinador promoveu as entradas de Nilmar, Daniel Alves e Ramires, no lugar de Kaka, Elano e Felipe Melo, respectivamente.


Pitaco - A movimentação melhorou, mas em um descuido defensivo, os norte-coreanos chegaram na cara de Julio César, e descontaram. Ao final, o que se viu foi a constatação de que o time que Dunga armou não sabe jogar contra equipes retrancadas. Com Kaká marcado e debilitado, o Brasil dependia de Gilberto Silva e Felipe Melo para armar as jogadas, o que convenhamos é terrível pela qualidade técnica de ambos. Mais a frente, Elano – apesar de ter feito um gol – é um jogador que até pode não comprometer, mas dificilmente fará uma jogada de talento, decisiva.


Contudo, uma das substituições de Dunga se mostrou muito interessante. Com o ingresso de Nilmar no lugar de Kaká, o atacante ex-Inter se revezou na armação com Robinho, dando uma nova força ofensiva . Outra alteração que se faz muito necessária, é a saída de Felipe Melo para a entrada de Ramires, que tem muito mais velocidade e qualidade que o volante da Juventus. Entretanto, conhecendo o treinador gaúcho, dificilmente ele fará alguma alteração de ordem tática nesse momento, o que pode ser muito arriscado para a partida contra os Marfinenses.


Crédito das fotos: Foto 1: Richard Heatcote/Getty Images

Foto 2: Paul Gilham/FIFA

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O previsível Itália x Paraguai


No meu último post de ontem, cravei Itália 1 x 1 Paraguai no meu pitaco da rodada. Como era previsível, o resultado foi um empate com um tento para cada lado (primeiro placar que acerto em cheio). Explico o porquê do previsível. A Itália, atual campeã do Mundo, tem a fama de largar mal e chegar com força. Por outro lado, o Paraguai é uma seleção emergente na América do Sul e que fez uma boa campanha nas eliminatórias (terminou em segundo, atrás apenas do Brasil). Somado a isso o peso da estréia, a aposta mais lógica seria a igualdade no marcador, o que acabou acontecendo.


Mas vamos ao jogo, realizado debaixo de muita chuva nos Estádio Green Point, em Cape Town. Auto-intitulada pelo seu capitão, Fábio Canavarro, como a melhor defesa do mundo, a Azzurra surpreendeu na escalação com três atacantes. Entretanto, Simone Pepe, Iaquinta e Gilardino sentiram a falta do 'garçom' Pirlo e não conseguiram assustar a defesa sul-americana. Do outro lado, Lucas Barrios e Nelson Valdéz se esforçavam mas esbarravam no ferrolho europeu. Foi quando, aos 39 da etapa inicial, Torres cobrou falta da direita e o zagueiro Alcaraz subiu mais alto que todos para ir as redes, vibrando com todo o time.


Goleiro falha - Na volta do intervalo, Marcello Lippi perdeu o goleiro Buffon, que sentiu lesão no nervo ciático, deixando o clima ainda mais tenso. Enquanto isso, os paraguaios já iniciavam a tradicional catimba, cadenciando o jogo. Contudo, aos 17 minutos veio o castigo da pior forma. Na cobrança de escanteio de Pepe, o arqueiro Justo Villar errou o tapa, deixando a bola livre para De Rossi estufar as redes e tirar um peso enorme das costas dos tetracampeões. Dai por diante, o que se viu foi muita disposição nas divididas e pouca criatividade ofensiva.


Nesta terça-feira, Nova Zelândia e Eslováquia fecham a primeira rodada do grupo F. Tomando por base o nível dos concorrentes, acredito que Itália e Paraguai ainda não precisarão fazer as malas e voltar ao país de origem.


Pitacos - Nova Zelândia 0 x 2 Eslováquia - Portugal 2 x 2 Costa do Marfim - e o palpite mais que especial Brasil 3 x 1 Coréia do Norte


Créditos das fotos: Foto 1: Doug Pensinger/Getty Images
Foto 2: Karim Jaafar/AFP